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   O solar de OZ                       Larissa Marques                                                              a Fransérgio Araújo  desaverbar meu coração é um posso sem fundoé um morto que anda pelo mundoprocurando hecatombes e caosele, pobre, capta o que meus olhos sonhama realidade dentro de outras coisasque esqueço sempre o nome meu coração é um poema vazioé intento desgovernadoprocurando reis e coroasele, rico, absorve o que meus dedos tocama realidade dentro de um sentidoque esqueço sempre o nome meu coração é um subjetivoé um objeto desadjetivadoprocurando signos e cerneele, único, sente o que outros não cantama realidade dentro de mimque esqueço sempre o nome O ciclone veio cinza, tirou toda a letargia e sossego do lugar. não se engane, Dorothy, não va...